Retomada na câmara e na PF – SSDPFRJ
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07/01/2018

Retomada na câmara e na PF

Na contramão do que muita gente especulava, o vereador Sandro Araújo vai voltar à Câmara

Na contramão do que muita gente especulava no bastidor político da cidade, o vereador Sandro Araújo vai voltar esta semana à Câmara. Licenciado desde outubro por sofrer de depressão, ele não só resolveu reassumir o cargo como também vai retomar o trabalho na Polícia Federal, na qual fez carreira ao longo de 21 anos e abriu mão por conta do trabalho legislativo.

Em outubro, após três licenças médicas, Sandro se afastou da Câmara. Teria 120 dias para retornar ou perderia de vez o mandato. Na época, estava inclinado a renunciar — o que seria um caso único na história recente de Niterói, de um vereador demissionário sem motivação política.

Sandro viveu um 2017 de extremos. Chegou à Câmara pelo PPS em sua primeira candidatura, sinalizou ter um mandato independente ao votar contra o governo algumas vezes, sofreu um enfarte, se separou de um casamento de quase 25 anos e enfrentou a depressão. Há três meses, optou por sumir do mapa: saiu de todas as redes sociais, trocou o número do celular e viajou. Só os filhos sabiam de seu paradeiro. “Precisava cuidar de mim”, diz.

Hoje, ele admite que estreou na política com um idealismo exagerado. “Foi ingenuidade. Mas não abro mão de princípios éticos que nem sempre entram nas discussões”, diz Sandro, que logo nos primeiros dias de mandato, com sua equipe, deu sumiço nos cinzeiros da Câmara: “Na casa onde fazem leis, não cumprem uma básica: não fumar”.

Sandro ficou conhecido por criar em 2003 o projeto Geração Careta, que leva aos jovens um trabalho de prevenção ao uso de drogas, com esporte e informação. O assunto é uma de suas bandeiras e deve levá-lo a assumir, nos próximos meses, uma secretaria que será criada pelo prefeito — atualmente existe apenas uma coordenadoria.

Pós-graduado em segurança pública, Sandro defende o tema de forma mais ampla: “O combate à violência vai além da polícia. É preciso usar inteligência e tecnologia. Por exemplo, se os agentes de trânsito se comunicassem entre eles, os roubos de carro em bairros como Icaraí e Centro zerariam, porque bastaria travar o trânsito. Mobilidade e segurança estão ligados”.

Também este mês Sandro voltará à PF, no núcleo de operações de Niterói. Na prática, será um agente de campo. Antes de ser vereador, vale lembrar, ele participou de etapas importantes da Lava-Jato, como a prisão de executivos da Odebrecht e do primeiro escalão do ex-governador Sérgio Cabral: “A Federal é minha paixão e a melhor terapia”.

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