APF e Secretário Municipal de Segurança Pública de Duque de Caxias, Robson Paschoal André, fala sobre os três anos à frente da segurança do município e de sua participação no SSDPFRJ

 APF aposentado, Robson Paschoal André, atualmente ocupa o cargo de Secretário Municipal de Segurança Pública de Duque de Caxias e já foi vice-presidente do SSDPFRJ. Hoje é presidente do conselho fiscal da mesma instituição. Entrou para o Departamento de Polícia Federal, em 1988, após 27 anos de serviço à sociedade brasileira. Logo após sua aposentadoria montou a chapa “Novo Tempo”, em 2015, para concorrer às eleições do SSDPFRJ, tendo sido vencedor.  No período de 2015 a 2018, a diretoria trouxe uma série de inovações, entre as quais: Projeto Jurídico Itinerante, para as delegacias descentralizadas, Jurídico 24hs, atendimento psicológico gratuito, atendimento odontológico gratuito, sistemas de gestão de associados, área restrita e  participação política nas questões salariais junto aos parlamentares,  o que mudou o paradigma da instituição. O projeto deu origem à diretoria “Rumo Certo”, que hoje é presidida pelo EPF aposentado Gladiston Silva.

 

SSDPFRJ – Como surgiu a proposta para ser vice-presidente do SSDPFRJ no triênio 2015-2018?

–Essa é uma história interessante. O sindicato estava em um momento no qual existiam diversas chapas para participar das eleições. Eu, particularmente, estava interessado em montar uma chapa própria e participar daquele pleito, quando recebi a visita do APF Luiz Carlos Cavalcante. Ele ficou sabendo que eu iria lançar uma candidatura, então, me propôs que eu fosse o presidente da chapa e ele o vice.  A conversa foi na minha casa e, durante o papo, fiquei convencido de que o APF Luiz Carlos Cavalcante deveria ser o presidente. Então, começamos um novo projeto para a categoria.  Nossos sindicalizados são diferentes de outros. A qualidade intelectual e o preparo emocional são altíssimos. Acredito que estamos diante de uma elite sindical.

– O diferencial dessa gestão foi ter o APF Luiz Carlos Cavalcante como presidente, pois sua liderança e visão política colaboraram para estruturar uma equipe do mais alto gabarito. Contratamos escritórios jurídicos renomados, agência de comunicação, sistemas de telefonia, aumento da tecnologia. Passamos a ter uma preocupação muito grande com o jurídico e com as questões sociais. Outro passo importante foi a integração com a Ansef, fundamental, porque a gente não vive só de ação na justiça. Passamos a ficar próximo dos associados, com as festas e os eventos. O SSDPFRJ ampliou sua visão e está atento aos problemas dos associados na área da saúde, na questão emocional, na parte educacional.  A gestão do Gladiston deve ampliar tudo o que foi deixado como legado pela  gestão anterior, pois ele  é   preparado.

SSDPFRJ – Fale um pouco sobre a Guarda Municipal de Caxias.

 –A Guarda Municipal de Caxias é uma das mais antigas do Brasil, tem mais de setenta anos. Porém, pegamos uma prefeitura devedora. Tínhamos quatro folhas de pagamento atrasadas e uma dívida de meio bilhão de reais. É como se a gente pegasse uma empresa devendo ao banco, sem dinheiro para investir, tendo de fazer funcionar. Temos de levar em conta tudo isso, nesse período muito difícil. Quero enaltecer duas figuras: primeiro,o prefeito Washington  Reis, que foi muito corajoso em implementar, na cidade de Caxias, um trabalho sério, um trabalho difícil, que foi  o ordenamento das calçadas e das praças do Município.  No centro de Caxias havia, em média, mil camelôs. Hoje temos 300 cadastrados com suas barracas padronizadas, com crachás, nos quais se identifica quem está trabalhando, o devido local e o que está vendendo. Em cada parte da cidade, onde é autorizado o ambulante, o crachá tem uma determinada cor e determina o local em que ele pode trabalhar.

SSDPFRJ- Como o concurso em andamento, para Guarda Municipal do município,  pode ajudar a desenvolver  uma polícia municipal?

–A legislação hoje diz que é prerrogativa do chefe do executivo criar ou não a guarda armada no seu município. A Legislação anterior fazia uma restrição em relação ao número de habitantes, hoje não existe mais isso. É desejo do prefeito, em breve, formalizar ao superintendente da Polícia Federal a informação de que nossa Guarda Municipal será armada. Quando fizermos isso, iniciaremos um outro processo, com as etapas a serem cumpridas até conseguir armar a Guarda. A polícia municipal é a polícia do futuro, a segurança tem de ser municipalizada. O Guarda é o agente mais próximo do cidadão; esse policiamento de menor poder ofensivo tem de ser feito pela Guarda Municipal, para que a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal  cuidem daqueles crimes de média e alta complexidade.

                                                      

Estamos fazendo um convênio com a PRF, em que haverá uma parceira com a  Guarda Municipal, com o objetivo de atuar na formação, na operação, no compartilhamento de informações, na utilização de estruturas comuns, entre as instituições. Tudo isso vai ser feito com a PRF,  a fim de que possamos avançar e armar a guarda. Vamos trazer profissionais para ministrar cursos aqui também. Inclusive, temos um ofício na PRF pedindo a doação das 220 armas que foram trocadas, recentemente, o que representará uma economia grande para o município. Já para o concurso, estamos prevendo 100 vagas, com mais um quadro reserva de 100 a 150 oportunidades.

    SSDPFRJ- Como o Secretário vê o binômio inteligência e tecnologia?

– Finalizamos a instalação de 90 câmeras em nossa cidade, ou seja, etapa cumprida. Agora,  estamos desenvolvendo o CISBAF (Centro Integrado da Segurança Pública da Baixada Fluminense), criado pelo prefeito. Um projeto que contempla toda a cidade de Duque de Caxias. A cidade será toda monitorada, e isso vai ser estendido para os municípios da baixada, por meio do CISBAF.

SSDPFRJ- Dê maiores detalhes de como funcionará o sistema:

        –     O sistema será montado na entrada das cidades da baixada, e permite o monitoramento pelas câmeras, as quais farão reconhecimento facial e dos carros, com monitoramento dos trajetos dentro dos municípios. Será integrado também com a Polícia Rodoviária Federal; eles terão essas informações para auxiliar no monitoramento.  O sistema de inteligência será capaz de monitorar os dados, em cooperação com a Guarda Municipal, os bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal. Todos terão acesso às informações, às imagens, para que possamos trabalhar coibindo  a criminalidade.

SSDPFRJ – Diga-me algo que não sei?

        –     A segurança pública não vai chegar a lugar nenhum se não houver a cooperação de todos.  O nosso produto é a segurança, nosso cliente é a população – é ela que nos paga. Por isso, com  a integração entre as polícias, a população passará a ter um serviço de alta qualidade.