PM é legítima para fazer escutas telefônicas autorizadas

Tarefa era usualmente executada pelas polícias civis

A Polícia Militar de Minas Gerais tem legitimidade para fazer escutas telefônicas judicialmente autorizadas — tarefa usualmente executada pelas polícias civis. O reconhecimento da competência aconteceu, na terça-feira (15/5), pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal. De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento desse processo deverá tornar-se leading case para julgamentos semelhantes futuramente pela turma.

O entendimento foi tomado no curso de um Habeas Corpus, no qual o paciente responde, em Ação Penal, pela prática de rufianismo e favorecimento da prostituição de crianças e adolescentes. Por meio do remédio constitucional, ele pediu a suspensão do processo. Alegou nulidade de provas obtidas contra ele mediante escutas telefônicas feitas pelo comando da PM mineira em Lagoa da Prata.

Segundo o ministro Gilmar Mendes, o juízo de Lagoa da Prata informou que, ao autorizar as escutas telefônicas pedidas pelo Ministério Público mineiro em atendimento a ofício que lhe foi dirigido pela PM-MG, atribuiu a escuta à própria PM, diante de indícios de envolvimento de policiais civis da localidade com a prática criminosa atribuída ao réu.

Assim, como explicou o relator do Habeas Corpus, as escutas foram feitas dentro dos pressupostos previstos na Lei 9.296, de 1996, que regulamenta o assunto. Além disso, apontou, o juiz, em decisão fundamentada, mostrou os motivos singulares por que incumbiu o comando da PM mineira em Lagoa da Prata a cumprir essa determinação, atribuída pela Lei 9.296 à “autoridade policial”, subentendido, aí, tratar-se da Polícia Civil.

Para Gilmar Mendes, a decisão do juiz de primeira instância foi “mais que razoável, uma vez que a Polícia Civil poderia frustrar a empreitada”. Com informações da Assessoria de Comunicação do STF.

HC: 96986
Fonte: Conjur

Planalto pede que hotéis baixem diária na Rio+20

Objetivo do governo é chegar a um acordo com a Abihrj e a empresa de turismo Terramar

Preocupado com a decisão de delegações estrangeiras e até da Câmara dos Deputados de não arcar com as elevadas despesas com hospedagem durante a Rio+20, o Planalto escalou ontem quatro ministros para pressionar o setor hoteleiro e cobrar uma redução superior a 20% nas diárias.

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Tiros que atingiram Matemático partiram de helicóptero, diz piloto

A ação começou no final da noite de sexta-feira (11) e entrou pela madrugada deste sábado. Foi um trabalho integrado das polícias Federal, Civil e Militar que começou há cinco meses.

Reprodução/Twitter

Bope publica no Twitter foto do carro com o corpo do traficante Matemático
Bope publica no Twitter foto do carro com o corpo do traficante Matemático
Os tiros que atingiram o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático,  foram disparados de um helicóptero, disse neste sábado (12)  o piloto da Polícia Civil Adonis Oliveira. Ele falou em entrevista coletiva na sede da Polícia Federal do Rio, na Zona Portuária, da qual participam policiais militares, civis e  federais, entre eles o comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel Alexandre Fontenelle.
Ao RJTV, da TV Globo, o subchefe operacional da Polícia Civil, Fernando Veloso, confirmou que os tiros partiram de um helicóptero. “A Divisão de Homicídios esteve cedo no local e o delegado me afirmou que não há dúvidas de que os disparos que atingiram não só Matemático, mas como alguns de seus comparsas, partiram da aeronave”, disse.

Polícia do Rio acerta as contas com Matemático

Traficante Márcio José Sabino tinha sido ferido na noite de sexta-feira (11), num confronto das polícias Federal e Militar com traficantes, nas favelas de Senador Camará, em Bangu, onde chefiava o comércio de drogas

O corpo do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, apontado como chefe do tráfico nas favelas Coreia e Taquaral, em Senador Camará, e Vila Aliança, foi encontrado na madrugada deste sábado dentro de um carro, ao lado de um colégio, próximo ao viaduto antigo de Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. Tratava-se de um um dos traficantes mais procurados pela Polícia.

A recompensa por informações que levassem a Matemático, inclusive, havia sido recentemente aumentada de R$ 3 mil para R$ 10 mil. Ele era investigado em 26 inquéritos, tinha 15 mandados de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e formação de quadrilha.

A Polícia Federal, o Batalhão de Operações Especial da Polícia Militar (Bope) e o 14º Batalhão de Polícia Militar (14º BPM) participaram da ação que resultou na morte do traficante. De acordo com informações de policiais militares do 14º BPM (Bangu), na noite de sexta-feira (11), no complexo de favelas de Senador Camará, houve confronto entre traficantes e PMs, e Matemático foi ferido. Mas, os policiais não conseguiram capturá-lo.

Beltrame minimiza

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, evitou pela manhã classificar a morte de Matemático como “um troféu ou um emblema. Não vejo com tanta importância essa morte. É um trabalho que a Polícia já vem fazendo. O mais importante é retirar essas pessoas de circulação com a prisão delas e a retomada do território. Já prendemos muita gente e não vejo essa morte como um troféu ou um emblema”, disse.

Estava prevista para a tarde deste sábado entrevistas coletiva na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio, abordando a morte do traficante. Beltrame considerou mais importante ressaltar o processo de ocupação das áreas antes dominadas pela criminalidade, prometido pela polícia e que vem acontecendo em várias comunidade.

“A morte de Matemático é a soma dessas duas ações, que deixa os traficantes vulneráveis e eles acabam presos”, afirmou.

Segundo a PM, foi montado um cerco à favela para impedir que ele fugisse ou que fosse socorrido. Os policiais acreditam que ele morreu no local e o corpo foi colocado no carro. Há cerca de 20 dias, após a prisão de Joãozinho da Vila Kennedy, que seria o braço-direito de Matemático, a Polícia anunciava que esta perto de prender o traficante.

Matemático estaria tentando invadir a Vila Kennedy, comunidade de Bangu, para controlar o tráfico de drogas, nas mãos de Fabinho Noronha. Ele era suspeito de atuar em comunidades vizinhas à Vila Kennedy como Coreia, Rebu e Vila Aliança.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, era apontado como chefe do tráfico nas favelas Coreia e Taquaral. Seu nome constava na lista dos traficantes mais procurados do Rio e, recentemente, a recompensa por informações sobre ele aumentou de R$ 3 mil para R$ 10 mil.

Fonte: Agências de notícias