Fronteira protegida, Brasil seguro!

Brasil conta com pouco mais de 1500 Agentes da Polícia Federal, Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil e Policiais Rodoviários Federais para fiscalizar 16,8 mil quilômetros de fronteiras

O Brasil conta com pouco mais de 1500 Agentes da Polícia Federal, Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil e Policiais Rodoviários Federais para fiscalizar 16,8 mil quilômetros de fronteiras. Um efetivo insuficiente para controlar a entrada e saída de pessoas, de mercadorias e de veículos por todo o País.

Esses servidores formam a linha de frente nas ações de fiscalização, vigilância e repressão ao contrabando, pirataria, tráfico de drogas, armas e munições na faixa de fronteira do Brasil com o Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa.
A situação é ainda mais crítica porque, além da repressão e fiscalização, esses mesmos servidores atuam em atividades como migração, controle de mercadorias, despacho de importação e exportação, atendimento a turistas, combate ao tráfico de menores, ao crime ambiental e no socorro de vítimas de acidentes e controle de trânsito em rodovias.

O número reduzido de postos de fiscalização na fronteira também contribuí para tornar ainda mais difícil o trabalho de vigilância e controle nessa faixa do território nacional. São apenas 108 unidades, 31 postos da Receita Federal, 18 da Polícia Federal e 59 unidades da Polícia Rodoviária Federal. Em vários pontos há apenas um servidor público para controlar a entrada e saída de pessoas, veículos e mercadorias. Instalações precárias, falta de viaturas, de armamentos, de equipamentos de proteção e de sistemas eficientes de comunicação completam o cenário de abandono.
Para denunciar todos esses problemas a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), o Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita) e a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf) promovem neste 23 de maio de 2012 mais um “DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DAS FRONTEIRAS DO BRASIL”.
Em vários pontos da fronteira será executada uma “Operação Padrão” como forma de alertar a população e as autoridades para a necessidade de mais investimentos e a urgência na contratação de servidores. Outra medida necessária é a criação da Indenização de Fronteira, que tem por objetivo incentivar os servidores da Polícia Federal, da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal a permanecerem trabalhando na fiscalização dessas áreas. O Governo Federal mostrou-se favorável à reivindicação, entretanto, até o momento, nada foi concretizado.
Assim, Agentes da Polícia Federal, Analistas-Tributários da Receita Federal e Policiais Rodoviários Federais encontram-se mobilizados em busca dos seus direitos e na luta pela proteção das fronteiras e por um Brasil Seguro!
Contatos:
www.fenapef.org.br Fone: (61) 3445-5200
www.fenaprf.org.br Fone: (61) 3244-4647
www.sindireceita.org.br Fone: (61) 3966-2295

 

 

 

 

Fonte: Agência Fenapef

CPI do Cachoeira vaza na internet

Preocupados com o sigilo das informações colhidas pela Polícia Federal, os parlamentares montaram um esquema para blindar os trabalhos da comissão que investiga as atividades do bicheiro

Na mesma semana em que mais uma atriz viu sua intimidade exposta na internet, deputados e senadores decidiram tornar secretas as primeiras reuniões da CPI mais explosiva desde o escândalo do mensalão, de 2005. Preocupados com o sigilo das informações colhidas pela Polícia Federal, os parlamentares montaram um esquema para blindar os trabalhos da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga as atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Em duas sessões com portas fechadas, realizadas na terça (8) e na quinta-feira (10), o Congresso ouviu os delegados que conduziram as apurações. Mas, apesar do bloqueio, dados das operações da PF que servem de base para os trabalhos da CPI vazaram e foram parar na internet. A quebra do sigilo deixou no ar uma pergunta: com a popularização da internet e a chegada das redes sociais, que permitem compartilhar conteúdo em velocidade inédita, é possível manter em segredo um assunto de tamanha importância?

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Tiros que atingiram Matemático partiram de helicóptero, diz piloto

A ação começou no final da noite de sexta-feira (11) e entrou pela madrugada deste sábado. Foi um trabalho integrado das polícias Federal, Civil e Militar que começou há cinco meses.

Reprodução/Twitter

Bope publica no Twitter foto do carro com o corpo do traficante Matemático
Bope publica no Twitter foto do carro com o corpo do traficante Matemático
Os tiros que atingiram o traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático,  foram disparados de um helicóptero, disse neste sábado (12)  o piloto da Polícia Civil Adonis Oliveira. Ele falou em entrevista coletiva na sede da Polícia Federal do Rio, na Zona Portuária, da qual participam policiais militares, civis e  federais, entre eles o comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel Alexandre Fontenelle.
Ao RJTV, da TV Globo, o subchefe operacional da Polícia Civil, Fernando Veloso, confirmou que os tiros partiram de um helicóptero. “A Divisão de Homicídios esteve cedo no local e o delegado me afirmou que não há dúvidas de que os disparos que atingiram não só Matemático, mas como alguns de seus comparsas, partiram da aeronave”, disse.

Polícia do Rio acerta as contas com Matemático

Traficante Márcio José Sabino tinha sido ferido na noite de sexta-feira (11), num confronto das polícias Federal e Militar com traficantes, nas favelas de Senador Camará, em Bangu, onde chefiava o comércio de drogas

O corpo do traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, apontado como chefe do tráfico nas favelas Coreia e Taquaral, em Senador Camará, e Vila Aliança, foi encontrado na madrugada deste sábado dentro de um carro, ao lado de um colégio, próximo ao viaduto antigo de Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. Tratava-se de um um dos traficantes mais procurados pela Polícia.

A recompensa por informações que levassem a Matemático, inclusive, havia sido recentemente aumentada de R$ 3 mil para R$ 10 mil. Ele era investigado em 26 inquéritos, tinha 15 mandados de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e formação de quadrilha.

A Polícia Federal, o Batalhão de Operações Especial da Polícia Militar (Bope) e o 14º Batalhão de Polícia Militar (14º BPM) participaram da ação que resultou na morte do traficante. De acordo com informações de policiais militares do 14º BPM (Bangu), na noite de sexta-feira (11), no complexo de favelas de Senador Camará, houve confronto entre traficantes e PMs, e Matemático foi ferido. Mas, os policiais não conseguiram capturá-lo.

Beltrame minimiza

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, evitou pela manhã classificar a morte de Matemático como “um troféu ou um emblema. Não vejo com tanta importância essa morte. É um trabalho que a Polícia já vem fazendo. O mais importante é retirar essas pessoas de circulação com a prisão delas e a retomada do território. Já prendemos muita gente e não vejo essa morte como um troféu ou um emblema”, disse.

Estava prevista para a tarde deste sábado entrevistas coletiva na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio, abordando a morte do traficante. Beltrame considerou mais importante ressaltar o processo de ocupação das áreas antes dominadas pela criminalidade, prometido pela polícia e que vem acontecendo em várias comunidade.

“A morte de Matemático é a soma dessas duas ações, que deixa os traficantes vulneráveis e eles acabam presos”, afirmou.

Segundo a PM, foi montado um cerco à favela para impedir que ele fugisse ou que fosse socorrido. Os policiais acreditam que ele morreu no local e o corpo foi colocado no carro. Há cerca de 20 dias, após a prisão de Joãozinho da Vila Kennedy, que seria o braço-direito de Matemático, a Polícia anunciava que esta perto de prender o traficante.

Matemático estaria tentando invadir a Vila Kennedy, comunidade de Bangu, para controlar o tráfico de drogas, nas mãos de Fabinho Noronha. Ele era suspeito de atuar em comunidades vizinhas à Vila Kennedy como Coreia, Rebu e Vila Aliança.

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, era apontado como chefe do tráfico nas favelas Coreia e Taquaral. Seu nome constava na lista dos traficantes mais procurados do Rio e, recentemente, a recompensa por informações sobre ele aumentou de R$ 3 mil para R$ 10 mil.

Fonte: Agências de notícias