Fenapef é contra a carreira jurídica para delegados

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) é contra a proposta que garante aos delegados da PF as mesmas prerrogativas dos magistrados. De acordo com matéria publicada nesta terça-feira (4) pelo jornal O Estado de S. Paulo, os delegados da Polícia Federal se mobilizam para alcançar, por meio de emendas à Constituição, garantias como “vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos, sob argumento central de que são carreira jurídica na estrutura do Estado e que, sem isso, ficam enfraquecidos no combate à corrupção e ao crime organizado” – veja matéria abaixo.

A Fenapef adverte que o trabalho dos delegados para transformarem seu cargo em carreira jurídica não é novidade. Uma das propostas, a PEC 549/2006, que tem por finalidade equiparar o delegado de Polícia (civil e federal) aos membros do Ministério Público, é um exemplo dessas iniciativas e só não foi voltada na Câmara Federal até agora em razão da mobilização dos demais policiais federais contrários ao projeto.

Na prática, essa e outras propostas criam a carreira exclusiva de delegado (no plano estadual para os delegados da Polícia Civil e no plano federal para os delegados da Polícia Federal) e equipara seus integrantes aos membros de poder, além de reservar-lhes a atribuição de diligência, na fase investigatória e criminal, e garantir-lhes remuneração não inferior ao inicial ao limite fixado para o membro do Ministério Público, inamovibilidade, vitalidade entre outras vantagens corporativas.

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PEC cria guarda de fronteira com polícias Federal, estaduais e municipais

Pelo texto, a guarda será organizada pelo governo federal e financiada pela União, pelos estados e pelos municípios.

Beto Oliveira
Antônia Lúcia
Antônia Lúcia: PF não tem condições de trabalhar sozinha na fronteira.

A Proposta de Emenda à Constituição 81/11, da deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), cria a guarda de fronteira, composta por integrantes das polícias Federal e estaduais e das guardas municipais de cidades fronteiriças. Pelo texto, a guarda será organizada pelo governo federal e financiada pela União, pelos estados e pelos municípios. Entre as atribuições do novo órgão constam, além do patrulhamento ostensivo da faixa de fronteira, a apuração de infrações penais ocorridas nessas localidades.

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Câmara reduz poderes de investigação do Ministério Público

A proposta de emenda constitucional (PEC) 37 de 2011, aprovada ontem pela Comissão de Constituição e Justiça, prevê que a apuração das infrações penais é competência privativa das polícias federais e civis.

 

 

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou ontem a proposta de emenda constitucional (PEC) 37 de 2011, que limita os poderes de investigação do Ministério Público. O texto prevê que a apuração das infrações penais é competência privativa das polícias federais e civis. Assim, passa a ser vedado ao Ministério Público a investigação de crimes que a Constituição declara ser de competência de cada uma dessas polícias, como aqueles contra a ordem política e social; os ocorridos em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas; e de outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional. Eles também ficam impedidos de investigar infrações relacionadas ao tráfico de drogas afins; o contrabando e o descaminho.

PEC 270: aposentadoria integral com paridade

Em maio, foi realizada audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 270/08, que concede aposentadoria integral com paridade para os servidores públicos que se aposentarem por invalidez permanente. A paridade garante reajustes equivalentes aos dos funcionários da ativa. O debate foi proposto pelo deputado Amauri Teixeira (PT-BA), como forma de pressão para inclusão da proposta na pauta do Plenário.

 

Na audiência, o secretário de Políticas de Previdência do Ministério da Previdência, Leonardo José Rolim Guimarães, admitiu a possibilidade de o governo vir a apoiar a aprovação da PEC. “A proposta é meritória e tecnicamente viável”, disse o secretário. O apoio do governo, contudo, explicou Guimarães, vai depender de alguns ajustes no texto da PEC, em especial, a não retroatividade e a não extensão da mudança às pensões por morte.