Brasil quis evitar deportação em massa de haitianos, diz Cardozo

 

José Eduardo Cardozo

Apesar de o governo ter anunciado no dia 10/01 que deportará haitianos que cheguem ao Brasil sem visto, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que procura evitar, com as medidas recém-anunciadas, que haja deportação em massa dos imigrantes do país caribenho em situação irregular.  Segundo ele, criou-se um impasse depois que o Conare (Conselho Nacional de Refugiados) decidiu que não tinha procedência o pedido feito pelos haitianos de refúgio político e remeteu o caso ao Ministério do Trabalho, para que a situação dos imigrados fosse regularizada.

Governo anuncia 2.700 vagas para PF e PRF

O governo federal vai ampliar o número de policiais federais e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), abrindo mais 2.700 vagas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou hoje (8) que a presidenta Dilma Rousseff autorizou a abertura de 1.200 vagas na Polícia Federal (PF) e 1.500 na PRF. Os novos policiais deverão atuar nas áreas de fronteira, que envolvem 710 municípios no país.

A iniciativa ocorre em um ano em que policiais federais e agentes da PRF promoveram paralisações. Para os homens e mulheres da Polícia Federal, assim como os agentes da PRF, a falta de pessoal e as dificuldades nas condições de trabalho atrapalham suas atividades, conforme alegaram durante o movimento grevista.

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Pimenta apresenta reivindicações dos policiais ao ministro da Justiça

A implantação de políticas de valorização dos policiais federais foi debatida em audiência entre o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, realizada na noite de quarta-feira (7). De acordo com Pimenta, a execução de ações imediatas como a recomposição do efetivo e melhores condições de trabalho para os servidores que atuam na fronteira foram os principais temas discutidos.

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Governo federal vai padronizar dados sobre violência

Estados terão que manter atualizado o sistema nacional de estatísticas criminais, a ser criado, sob risco de ter bloqueado o recebimento de verbas federais de segurança, estimadas em R$ 1 bilhão ao ano

O governo federal implantará um sistema nacional de estatísticas criminais e tornará obrigatório aos Estados o seu abastecimento periódico. A unidade da federação que se recusar a fornecer seus dados, ou informá-los de maneira incorreta, terá bloqueado o recebimento de verbas federais de segurança, estimadas em R$ 1 bilhão ao ano.

Hoje, o país não tem um banco confiável. Parte dos Estados se recusa a repassar informações criminais. Não há, também, uma padronização. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo em novembro, a falta de um modelo cria distorções nos dados repassados à população. Pelas estatísticas oficiais, por exemplo, Minas não teve um só assalto seguido de morte (latrocínio) nem os policiais do Paraná mataram alguém. E, em São Paulo, ninguém morreu dias após ser ferido. Dificilmente isso não ocorreu.

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