Ganho real de reajustes foi de 1,38%, diz Dieese

No funcionalismo federal os reajustes nem de perto acompanharam as estatísticas

Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que os reajustes salariais em 2011 tiveram ganho real de 1,38%, em média. O dado é resultado da análise de 702 acordos coletivos de trabalho realizados no país no período.

Segundo o Dieese, 86,8% dos acordos conseguiram aumento acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que em 2011 foi de 6,08%. Esse percentual ficou ligeiramente abaixo do observado em 2010, quando 88,2% das negociações conseguiram aumento superior à inflação. Para o Dieese, o resultado “confirma a tendência observada nos últimos anos, de que a maioria das categorias conquiste aumentos reais de salário”. Ainda segundo a entidade, perto de 8% dos acordos igualaram a inflação e 6% ficaram abaixo.

A pesquisa mostrou que a maioria dos acordos conseguiu aumentos na faixa de 1,01% a 2% acima do INPC. Cerca de 27% dos reajustes ficaram entre 0,01% a 1% acima do índice. Entre os setores analisados, o comércio tem o maior percentual (97,3%) de acordos com reajustes acima da inflação no ano passado, seguido pela indústria, com 90,4%, e serviços, com 76,3%.

Fonte: Valor Econômico

Governo segue à procura de interlocutor com funcionalismo

Pressionada pelos sindicatos, ministra ainda não encontrou nome para substituir secretário de Recursos Humanos nas negociações

Diante da pressão do funcionalismo público, o governo está cada vez mais perdido. Depois da morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, vítima de infarto no último dia 19, a ministra Miriam Belchior ainda não encontrou um nome para substituí-lo nas negociações com os sindicatos. Os servidores temem que as promessas feitas por Duvanier não sejam cumpridas por quem for escolhido.

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Governo federal já tem 22 mil cargos de confiança

A presidente Dilma Rousseff vai arcar este ano com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de R$ 203 bilhões, além de contar com mais funcionários em DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior).

Mesmo vitoriosa na elaboração do Orçamento da União de 2012, quando impediu reajustes para o Judiciário e outras categorias de servidores, a presidente Dilma Rousseff vai arcar este ano com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de R$ 203 bilhões, além de contar com mais funcionários em cargos de confiança. Antes mesmo de fechar o primeiro ano de seu governo, em outubro, os chamados DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior) já somavam 22 mil, uma barreira que nunca havia sido alcançada.