Assembleia aprova criação da Medalha do Mérito Policial Federal e filiação a NCST entre outras pautas

             A Assembleia Geral Extraordinária, que aconteceu na ultima segunda-feira, na sede do Sindicato, foi marcada por pautas que vão mudar o conceito de memória da categoria. Com a criação da honraria denominada “Medalha do Mérito Policial Federal” e a filiação a Nova Central Sindical dos Trabalhadores, o Sindicato demonstra ter chegado a um novo tempo.  Na Assembleia presidindo a mesa estava o Presidente Luiz Carlos Cavalcante e o Secretário Geral Gladston Alves. A diretoria foi devidamente representada pelo Vice-presidente  Robson André, o Diretor de Comunicação Alexandre Guerra, o Diretor Jurídico Bruno Luz, o Diretor Financeiro Fábio Teles. Vale destacar a presença do Vice-presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Luiz e o Representante  da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil Marco Antônio Correa da Silva, entidade co-irmã a qual a FENAPEF é filiada.

            A criação da “Medalha do Mérito Policial Federal” foi aprovada por unanimidade, honraria que visa construir uma memória que torne o servidor do Departamento de Polícia Federal, um protagonista na história do Sindicato e da sociedade. “Diversas instituições possuem algum tipo de honraria oficial. Vamos homenagear atos de bravura dos Policiais  Federais, os servidores aposentado do DPF (Departamento de Polícia Federal)  filiados ao SSDPF/RJ, além de destaques na defesa dos interesses da categoria policial federal ou da sociedade civil. Queremos construir para a memória do nosso departamento, mas o protagonista deve ser o servidor de policia federal”, explica o Presidente Luiz Carlos Cavalcante.

          O Agente Federal aposentado, Joaquim Gomes Tomé Neto, levantou-se, pediu o microfone e deixou o seu recado emocionado: “Acho que a atual presidência foi muito feliz ao criar uma medalha que vai resgatar a memória do Agente de Policia Federal, do Papiloscopista, do Escrivão e da categoria em geral. Temos que homenagear servidores como o Agente de Policia Federal Evandro Carnaval Barroso, que fundou e idealizou o COT (Comando de Operações Táticas), na década de 80”, se emociona ao falar o Agente Tomé do antigo companheiro já  falecido, cuja família  deve ser umas das primeiras a receber a Medalha.

A filiação a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) foi aprovada por unanimidade, já que a mesma vai trazer diversos benefícios à categoria. A Filiação a NCST coloca o Sindicato em outro patamar, tanto no acesso a representação de questões políticas junto ao Governo Federal, quanto na valorização do profissional e da  categoria. A NCST vai ajudar a garantir proteção, legitimidade e total apoio as Delegacias Descentralizadas.

              A dificuldade que temos de locomoção e espaço para realização das assembleias será sanada é o que explica o Vice-presidente da NCST, Sergio Luiz: “é importante a filiação a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), pois o Sindicato terá uma maior representação de sua categoria. Será uma filiação Nacional, mas é bom lembrar que a NCST  é uma só. Temos sindicatos em todo o Rio e não será problema conseguir espaço e infraestrutura para as assembleias onde devem participar os servidores das Delegacias Descentralizadas e, se por um acaso não tivermos este espaço disponível, temos a parceria com a Confederação  dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), para nos ajudar.”

             A NCST também deverá apoiar cursos, palestras e congressos. “É importante ressaltar que a entrada na NCST e a participação na CSPB, não é só uma questão política, mas também é uma questão prática.  Temos que ir na base do sindicalismo entender como surgiu? Para quê surgiu? Temos que ouvir a categoria. Não temos que reinventar o sindicalismo. A CSPB está a disposição para ajudar nas questões das Delegacias Descentralizadas”,  reforça o representante da CSPB, no Rio de Janeiro,  Marco Antônio Correa da Silva .

             Nesta assembleia também foi votada a extinção do fundo de greve e a sua integralização aos investimentos do Sindicato, que só podem ser mexidos com autorização de uma assembleia em caso de despesas extraordinárias. A extinção do Fundo foi aprovada por maioria com apenas cinco votos contrários. O Diretor Financeiro Fabio Teles, fez questão de frisar que as reservas do sindicato terão balanço mensal publicado no site na área restrita. A cobrança de honorários advocatícios, nas ações coletivas, ficou limitada nos mesmos patamares, hoje, praticados pela FENAPEF, ou seja,  em 10% nas ações coletivas e 1% dos 10%  retornará  para a entidade de classe. A proposta foi aprovada pela maioria. O Diretor Jurídico Bruno Luz esclareceu que este regramento é importante para dar credibilidade ao Sindicato na hora da contratação de bancas de advogados, “pois não havia esse regramento e essa decisão não pode ficar ao bel prazer das diretorias.  Agora a categoria decidiu de forma taxativa esta questão”.