APF carioca integra Galeria de Heróis da PF em cerimônia da ANP

21 de novembro de 2018

Faz parte de um herói ter coragem para se arriscar e defender terceiros precisando, às vezes, até mesmo, abdicar da própria vida. Na Polícia Federal (PF), homens e mulheres deram suas vidas combatendo em operações do órgão para que a violência e a criminalidade fossem extintas. Na semana passada, o APF carioca, Carlos Henrique Ramos Cerqueira, falecido em 2011, aos 44 anos, em operação de cartões clonados da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Delepat), integrou a Galeria de Heróis da PF, em cerimônia realizada na segunda-feira (12/11), pela Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília. Em julho deste ano, ele já havia sido homenageado pelo SSDPFRJ com a comenda máxima do órgão, a Medalha do Mérito Policial Federal, na categoria In Memorium.

“Foi uma cerimônia muito emocionante e toda dedicada a ele. A alta cúpula da PF e da ANP estavam lá”, contou a viúva de Cerqueira, Cristine Dias, sobre o evento em Brasília.

À época da tragédia, Cerqueira era casado há 8 anos com a EPF Cristine Dias. Ele participava de uma operação de cartões de crédito clonados e conseguiu, através de um telefone grampeado, identificar um dos alvos da operação. Foi até o local onde estava o criminoso, na entrada da favela do Jacaré, em Piratininga, Niterói, para tentar identificar um segundo alvo, mas foi reconhecido por traficantes. Ele foi alvejado e não resistiu aos ferimentos.

“Ele era um policial que não tinha medo de se expor. Era valente e falava o que pensava, não tinha papas na língua. Era polêmico. Foi um excelente policial, do tipo que não se encontra mais na PF”, recordou Cristine.

O APF Marco Wu era amigo pessoal de Cerqueira e trabalhava na operação que vitimou o colega. “Ele foi o agente mais corajoso com quem trabalhei e era bem conhecido por isso, pela coragem e por ser muito dedicado. Essa homenagem é muito merecida. O que aconteceu com ele foi muito triste”, disse.

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